Atenção aos copos para beber: encontrados níveis tóxicos de metaisA ler em 2 min.

 

Os copos esmaltados e outros artigos comuns usados na alimentação humana podem conter níveis tóxicos de chumbo e cádmio, revelou um estudo recente.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Plymouth, em Inglaterra, efectuou 197 testes em 72 produtos de vidro para beber, novos e em segunda mão, que incluíam copos para todo o tipo de bebidas, copos de vinho e de cerveja e ainda jarros.

Para a análise, os investigadores usaram espectrometria de fluorescência de raios-X (FRX) portátil.

Dos 197 testes efectuados, foi encontrado chumbo em 139 e cádmio em 134, tanto na superfície dos copos como no rebordo. Nalguns casos as concentrações de chumbo eram 1.000 vezes superiores ao limite permitido.

Adicionalmente, 70% dos produtos (52 em 72) continham chumbo, sendo este metal detectado em todas as cores gravadas, incluindo as típicas folhas douradas de algumas peças. 51 em 92 artigos possuíam também cádmio, sendo as concentrações deste metal mais elevadas em esmalte de cor vermelha.

Mais, quando foi simulado o uso constante das peças analisadas, verificou-se que as mesmas libertavam lascas de tinta, o que indica que as substâncias podem ser ingeridas por períodos prolongados.

Liderado por Andrew Turner, este estudo vem na sequência de um anterior que tinha detectado potenciais perigos na tinta utilizada nos parques de brincadeiras para crianças, sugerindo que as crianças poderiam ingerir lascas de tinta. O investigador considera que os resultados do presente estudo apresentam um risco ainda maior para a saúde pública.

“A presença de elementos nocivos tanto na pintura como na vitrificação de peças de vidro decoradas exerce implicações óbvias sobre a saúde humana e o meio-ambiente. Por isso foi uma grande surpresa descobrir níveis tão elevados de chumbo e cádmio tanto na parte de fora das peças de vidro como no rebordo”, disse Andrew Turner.

O investigador mostrou-se preocupado com os resultados do estudo, considerando que existem alternativas seguras sem metais tóxicos.

 

Estudo publicado na revista “Science of the Total Environment”

 

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