Bebidas energéticas associadas a graves problemas de saúdeA ler em 2 min.

 

Um novo estudo apurou que os benefícios de curta-duração publicitados pelos fabricantes de bebidas energéticas são largamente ultrapassados por riscos graves para a saúde de quem os consome.

O estudo, que consistiu na análise de vários estudos e documentação científica relativos ao consumo daquele tipo de bebidas, foi conduzido por Josiemer Mattei e equipa, da Faculdade de Saúde Pública T.H. Chan na Universidade de Harvard, EUA.

A equipa apurou que as bebidas energéticas, cujo consumo continua a aumentar mundialmente, podem causar comportamentos de risco, problemas mentais, aumento da tensão arterial, danos nos rins e obesidade.

Foi ainda posto em destaque o perigo do consumo da mistura de bebidas energéticas com bebidas alcoólicas.

A maior parte das bebidas energéticas contém ingredientes semelhantes: água, açúcar, cafeína, vitaminas, minerais e substâncias estimulantes não nutritivas como taurina, guaraná e ginseng.

Algumas bebidas energéticas podem conter quantidades muito elevadas de cafeína, que pode ir até cerca de 500mg por lata. Nos adultos, o limite máximo de cafeína diária recomendado é de 400 mg. No entanto, não existe investigação suficiente que estabeleça uma quantidade de cafeína tolerável nas crianças e adolescentes.

Josiemer Mattei mencionou ainda que pouco se sabe sobre os efeitos de muitos dos ingredientes estimulantes não-nutritivos presentes naquelas bebidas, como o guaraná, taurina e ginseng.

Os riscos para a saúde advindos destas bebidas foram atribuídos aos níveis elevados de cafeína e açúcar. Relativamente à mistura de bebidas energéticas com álcool, estas parecem mascarar os sinais de inebriação pelo álcool, o que poderá estimular a um maior consumo de álcool, o que faz aumentar a possibilidade de desidratação e intoxicação por álcool.

“A evidência sugere que [as bebidas energéticas] são prejudiciais à saúde e deveriam ser limitados através de uma regulamentação mais rigorosa por via da restrição da sua venda a crianças e adolescentes, assim como instituir um limite máximo sobre a quantidade de cafeína”, concluiu a investigadora.

 

Estudo publicado na revista “Frontiers in Public Health”

 

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