Consumo semanal de peixe associado a melhor sono e QI mais elevadoA ler em 2 min.

 

Um estudo recente apurou que as crianças que consomem peixe pelo menos uma vez por semana apresentam um coeficiente de inteligência mais elevado e dormem melhor em relação às que comem peixe com menos frequência.

Os resultados da investigação revelam que o sono poderá ser o meio mediador, a ligação potencial que ainda não tinha sido encontrada entre o peixe e a inteligência.

Para o estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade da Pensilvânia, EUA, foram recrutadas 541 crianças na China, com idades compreendidas entre os 9 e os 11 anos, sendo 54% rapazes e 46% raparigas.

As crianças responderam a um questionário sobre o seu consumo de peixe durante o último mês, cujas opções variavam entre “nunca” e “pelo menos uma vez por semana”. As pequenas participantes foram também submetidas a um teste de QI, em que eram analisadas as suas competências verbais e não-verbais.

Os pais das crianças foram igualmente questionados sobre a qualidade de sono dos filhos, tendo fornecido detalhes sobre a duração do sono, a frequência de despertares nocturnos e a sonolência durante o período diurno.

Como resultado, os investigadores descobriram que as crianças que tinham relatado consumir peixe todas as semanas revelavam mais 4,8 pontos nos testes de QI dos que as que tinham dito consumir “raramente” ou “nunca”. As crianças que consumiam peixe de vez em quando apresentaram 3,3 pontos adicionais.

Adicionalmente, um maior consumo de peixe foi associado a menor problemas de sono, os quais segundo os investigadores indicam uma melhor qualidade de sono em geral.

“Isto acresce ao conjunto de evidência cada vez maior que demonstra que o consumo de peixe realmente oferece benefícios para a saúde e deveria ser mais publicitado e promovido”, disse Pinto-Martin, investigadora neste estudo. A investigadora recomendou iniciar-se o consumo de peixe aos 10 meses de idade, com o devido cuidado de lhe retirar todas as espinhas.

 

Via:

Estudo publicado na “Scientific Reports”, Artigo

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