Crianças mais vulneráveis a problemas de sono devido a dispositivos electrónicosA ler em 2 min.

As crianças e os adolescentes estão particularmente vulneráveis aos efeitos do tempo que passam em frente a um ecrã digital, revela um novo estudo de revisão.

Conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Colorado Boulder, EUA, os estudos revistos demonstraram que considerando que os olhos, cérebro e padrões de sono das crianças e adolescentes se encontram em desenvolvimento, a exposição aos dispositivos com ecrãs perturba particularmente o sono naquela faixa etária.

A equipa propôs-se assim procurar determinar as razões pelas quais os media digitais afetam negativamente o sono.

Para a sua investigação a equipa procedeu à revisão sistemática de 67 estudos que incluíam crianças e adolescentes de cinco a 17 anos de idade, de todo o mundo.

A revisão apurou que 90% dos estudos tinham concluído que passar mais tempo em frente a um ecrã digital fazia com que as crianças fossem mais tarde para a cama, dormissem menos horas e tivessem uma pior qualidade de sono.

Segundo o estudo, o facto de os olhos das crianças não estarem ainda totalmente desenvolvidos, torna-os mais sensíveis ao impacto da luz sobre o relógio biológico interno do que os adultos. “A luz é o principal cronómetro do relógio do nosso cérebro”, comentou Monique LeBourgeois, primeira autora do estudo.

Os autores do estudo apontaram também que as crianças e adolescentes que deixam o telemóvel ou computador dentro do quarto durante a noite apresentam uma probabilidade muito maior de terem problemas de sono.

Um outro estudo revisto apontava que a exposição idêntica de luz a crianças e adultos, fazia com que os níveis de melatonina das crianças diminuíssem o dobro do que nos adultos.

Os autores explicaram ainda que o uso de dispositivos de media móveis por crianças pequenas triplicou desde 2011, com crianças de menos de oito anos de idade a usarem-nos durante 48 minutos por dia e com muitos pais a incluírem media digital à hora de dormir.

“Os anos pré-escolares são um período muito sensível de desenvolvimento, durante o qual o uso dos media digitais está a tornar-se cada vez mais generalizado”, disse Monique LeBourgeois. “Há muita coisa que desconhecemos”, concluiu.

Estudo publicado na revista “Pediatrics”
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