Enxaquecas associadas a sódio elevado no líquido cefalorraquidianoA ler em 2 min.

 

Os indivíduos com enxaqueca poderão possuir concentrações de sódio significativamente superiores aos de indivíduos que não sofrem daquele tipo de cefaleia.
O achado foi verificado num estudo efectuado por uma equipa de investigadores do Instituto de Radiologia Clínica e de Medicina Nuclear do Hospital Universitário Mannheim e pela Universidade de Heidelberg, Alemanha, através da utilização, em pacientes com enxaqueca, de uma técnica conhecida como ressonância magnética de sódio.
O diagnóstico da enxaqueca pode ser problemático pois as características das enxaquecas e os sintomas das crises variam muito de paciente para paciente. Como resultado, muitas vezes os pacientes com enxaqueca não são diagnosticados, ficando sem tratamento. Por outro lado, pacientes que têm outro tipo de cefaleia acabam por ser diagnosticados e tratados para a enxaqueca.
Para procurar colmatar este problema, Melissa Meyer e equipa procuraram identificar uma ferramenta de diagnóstico que permitisse diagnosticar a enxaqueca e diferenciá-la de outros tipos de cefaleias.
A equipa decidiu assim experimentar a técnica de ressonância magnética de sódio para procurar ajudar a diagnosticar e perceber as enxaquecas. Esta técnica foi escolhida pois estudos anteriores tinham demonstrado que o sódio desempenha um papel importante nos processos químicos do cérebro.
Foram recrutadas 12 mulheres com uma idade média de 34 anos, e que tinham sido clinicamente diagnosticadas com enxaqueca. As participantes responderam a um questionário sobre a intensidade, duração e frequência das enxaquecas. Foram também recrutadas 12 mulheres saudáveis com idades semelhantes que serviram como grupo de controlo.
Todas as participantes foram submetidas à ressonância magnética de sódio ao cérebro. Não foram verificadas diferenças significativas na massa branca e cinzenta, tronco encefálico e cerebelo entre as mulheres dos dois grupos.
No entanto, foram detectadas diferenças significativas entre os dois grupos de mulheres em termos de concentrações de sódio no líquido cefalorraquidiano, com as mulheres com enxaqueca a exibirem concentrações muito mais elevadas daquele elemento do que as mulheres saudáveis.
Estes achados poderão tornar mais fácil o “diagnóstico desafiante da enxaqueca”, comentou Melissa Meyer, que foi a autora principal deste estudo.

Estudo apresentado no Encontro Científico Anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, EUA

Photo by Kat Smith from Pexels

Também poderá gostar de...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.