Mulheres com excesso de peso requerem mamografias mais frequentesA ler em 2 min.

As mulheres com um índice de massa corporal (IMC) mais elevado apresentam um risco acrescido de terem tumores da mama detectados apenas quando os mesmos tenham atingido grandes dimensões, demonstrou um novo estudo.

Apesar de o IMC elevado estar associado a vários riscos para a saúde, como problemas cardiovasculares e diabetes, o mesmo não é tido em consideração quando é efectuado o rastreio do cancro da mama.

O estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores do Instituto Karolinska, Suécia, sugeriu que face aos resultados obtidos, as mulheres com um IMC elevado devem efetuar mamografias com uma maior frequência.

Para o estudo, que teve como objectivo identificar factores de risco que contribuem para a não detecção dos tumores da mama até que estes tenham ultrapassado os 2 cm, Fredrik Strand e equipa analisaram 2.012 mulheres com cancro da mama invasivo, diagnosticado entre 2001 e 2008.

O facto de terem considerado os tumores com mais de 2 cm como sendo de grandes dimensões é relevante, pois é um dos parâmetros usados para distinguir o estádio I do estádio II do cancro. O tamanho do tumor está também associado ao prognóstico da doença, disseram os investigadores.

As pacientes foram seguidas pela equipa até ao final de 2015, tendo sido analisado o progresso da doença em relação aos IMC e à densidade da mama.

Os investigadores apuraram que com os cancros detectados durante o rastreio, tanto o IMC como a densidade do tecido mamário estavam associados a um tumor de grandes dimensões quando diagnosticado.

No entanto, nos cancros intervalados ou detectados no espaço de dois anos após a obtenção de uma mamografia normal, apenas o IMC foi associado e um tumor de grandes dimensões.

Foi também verificado que as mulheres com um IMC mais elevado apresentavam um prognóstico da doença pior do que as que apresentavam um menor IMC. A densidade da mama não foi associada ao progresso da doença de forma significativa.

Os investigadores concluíram que o IMC deveria ser um fator a ser tido em consideração no rastreio do cancro da mama e que as mulheres com um IMC mais elevado deveriam efectuar os rastreios com mais frequência.

 

Estudo apresentado no 103º Encontro Científico e Reunião Anual da Associação Radiológica da América do Norte

 

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