Refeições regulares em família beneficiam saúde das criançasA ler em 2 min.

 

Partilhar as refeições à mesa regularmente, com a família e sem a distracção da tecnologia poderá beneficiar o bem-estar físico e mental das crianças, sugere um novo estudo.

O estudo foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Montreal, Canadá, e demonstrou que as crianças que aos seis anos de idade partilham refeições com a família regularmente apresentavam melhores competências sociais e forma física aos 10 anos de idade, em relação às que consomem as refeições em família esporadicamente.

Embora este tema não seja novidade e outros estudos tenham indicado os benefícios para a saúde das refeições frequentes em família, não havia a certeza se as famílias que o fazem são simplesmente mais saudáveis dos que as que não partilham as refeições regularmente.

Para o estudo, os investigadores conduziram uma análise longitudinal sobre o efeito das refeições regulares em família sobre a saúde mental e física das crianças.

A investigação contou com informação recolhida do Estudo Longitudinal do Desenvolvimento Infantil no Quebeque que incluiu 1.492 crianças nascidas entre 1997 e 1998, que estavam a ser seguidas desde os cinco meses de idade, como parte do estudo.

Quando as crianças completaram seis anos de idade, foi pedido aos pais que relatassem a frequência com que faziam refeições em família. Aos 10 anos de idade, foram avaliados o bem-estar físico e mental geral das pequenas participantes. Foram eliminadas doenças pré-existentes que pudessem afectar os resultados.

Como resultado, foi verificado que as crianças que aos seis anos de idade faziam regularmente refeições em família apresentavam uma forma física melhor do que as que só raramente o faziam, assim como um menor consumo de refrigerantes e melhores competências sociais aos 10 anos de idade.

Os autores especulam que a presença dos pais da criança à mesa proporciona-lhes interacção social e a oportunidade de falarem sobre assuntos e problemas do dia-a-dia, o que se poderá reflectir no comportamento no mundo fora da família.

Via:

Estudo publicado na “Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics”, Artigo, Photo by bruce mars from Pexels

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