Vício nos “smartphones” causa desequilíbrio no cérebroA ler em 2 min.

 

O vício nos “smartphones” e Internet causa um desequilíbrio na química do cérebro, podendo conduzir à ansiedade, depressão e outros problemas, indicou um estudo recente.

O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Hyung Suk Seo da Universidade da Coreia em Seul, Coreia do Sul, teve por base a análise da comparação da composição química do cérebro de 19 jovens viciados em “smartphones” ou Internet e de outros 19 jovens saudáveis. Os jovens apresentavam uma mediana de idades de 15,5 anos.

12 dos jovens viciados receberam Terapia Cognitivo Comportamental durante nove semanas, que tinha sido ajustada a partir de um programa terapêutico para o vício no jogo.

A equipa usou espectroscopia por ressonância magnética para avaliar a composição química do cérebro dos participantes. Os jovens viciados preencheram igualmente questionários sobre o vício nos “smartphones” e Internet de forma a avaliar os efeitos do mesmo sobre a sua vida social, rotinas, sono, produtividade e sentimentos.

Foi verificado que os jovens viciados apresentavam resultados significativamente superiores em termos de ansiedade, depressão, severidade de insónias e impulsividade.

Os exames de espectroscopia por ressonância magnética foram efectuados aos jovens viciados antes e após de terem recebido a terapia, para medir os níveis de ácido gama-aminobutírico, ou GABA, que é um neurotransmissor que torna os neurónios electricamente mais activos. O GABA está envolvido nalgumas funções cerebrais que incluem a ansiedade.

Os jovens do grupo de controlo foram submetidos a uma espectroscopia por ressonância magnética apenas.

Os resultados das espectroscopias revelaram rácios de GABA em relação à glutamina + glutamato (Glx) muito superiores nos cérebros dos jovens viciados em relação aos dos jovens saudáveis.

Os autores realçaram que os rácios de GABA para a creatinina e de GABA para o glutamato estavam fortemente correlacionados com as escalas de vício na Internet e “smartphones”, de depressão e de ansiedade.

No entanto, os rácios de GABA para Glx diminuíram significativamente e mesmo normalizaram nos jovens que receberam a Terapia Cognitivo Comportamental.

Segundo os investigadores, os resultados observados poderão ser devidos a uma perda funcional da integração e regulação do processamento da rede cognitiva, emocional e neural.

 

Estudo apresentado no Encontro Científico Anual da Sociedade de Radiologia da América do Norte, EUA

 

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Photo by Tim Gouw from Pexels

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