Consumo de cigarros electrónicos nos jovens é preocupante

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O uso de cigarros electrónicos e tabaco aquecido está a preocupar a Sociedade Portuguesa de Pneumologia, que teme serem “produtos atraentes” para os jovens por acharem que são mais seguros e menos tóxicos, o que é “uma falsa ideia”.

Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Comissão de Trabalho de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, José Pedro Boléo-Tomé, alertou para a necessidade de intervir, junto dos adolescentes, com campanhas atractivas e um “trabalho continuado” para evitar a iniciação tabágica, em especial destes novos produtos.

“Há um risco agora mais recente que são os novos produtos como os cigarros electrónicos, tabacos aquecidos e outros produtos” que são “atraentes para os jovens” para experimentação, porque “dão uma aparência de serem interessantes, giros, tecnológicos”, disse o especialista à Lusa.

Contudo, estes produtos também têm tóxicos, muitos dos quais parecidos com os do cigarro. “A falsa ideia de que são produtos seguros ou que são muito mais seguros [do que o cigarro] é muito duvidoso, é preciso dizer às pessoas que são produtos que têm componentes perigosos, tóxicos e com altas doses de nicotina” e que o risco de “ficar dependente é muito alto”, salientou.

Para José Pedro Boléo-Tomé, “é importante” que haja informação sobre este risco e que seja numa linguagem adaptada à população jovem.

“O que interessa aos jovens não são as doenças, porque para eles é uma questão que não se coloca, mas é mostrar que ser ‘cool’ não passa por fumar qualquer produto”, disse, explicando que é preciso mostrar-lhes que “os hábitos saudáveis é que são bons” e “marginalizar o ato de fumar qualquer que seja o produto”.

Um estudo, apoiado pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), que decorreu no ano lectivo 2013/2014, revelou que a iniciação tabágica ocorre entre o 7.º e o 9.º ano. No 7.º ano, cerca 70 a 80% dos jovens nunca fumaram um cigarro, uma percentagem que baixou para os 40% no 9.º ano.

Sobre o consumo de tabaco nos jovens, Boléu-Tomé disse que os vários inquéritos indicam que não tem havido um aumento muito grande, mas “há algumas questões preocupantes”, nomeadamente o facto de as raparigas estarem a fumar mais do que os rapazes, acompanhando o que está a acontecer com as mulheres jovens até aos 30 anos, que “estão a fumar cada vez mais”.

 

VIA: Alerta da Sociedade Portuguesa de Pneumologia. Photo by Maurício Mascaro from Pexels, artigo

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