Dieta mediterrânica pode desacelerar o envelhecimento

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Uma série de seis artigos revelou novas correlações entre a dieta mediterrânica e o envelhecimento saudável.

Adicionalmente, os novos artigos sublinharam ainda que é necessário adoptar uma abordagem cuidadosa no uso de dados para medir os potenciais benefícios daquele tipo de alimentação.

A dieta mediterrânica contempla o consumo regular de cereais integrais e leguminosas minimamente processados, uma grande diversidade diária de fruta e hortaliças, azeite virgem, frutos de casca rija, sementes, peixe, quantidades pequenas de lacticínios, muito pouca carne vermelha e o consumo baixo a moderado de vinho às refeições.

Os achados dos artigos incluíram alguns mecanismos subjacentes à dieta mediterrânica, a relação benéfica entre esta dieta e a função cognitiva e física, os benefícios da suplementação com coenzima Q10 simultaneamente à adesão à dieta e ainda o seu papel na redução da inflamação.

No entanto, alguns dos estudos realçaram que o nível de benefícios obtidos com a dieta mediterrânica dependia da forma como é medida a adesão à mesma.

Michelle A. Mendez, editora-chefe da revista científica “Journals of Gerontology: Medical Sciences”, avançou que “uma maior clareza na definição desta dieta, tanto em estudos interventivos como observacionais, será fundamental para o objetivo de se chegar a um consenso em como otimizar a aplicação deste padrão alimentar para maximizar o envelhecimento saudável”.

Existem várias escalas para medir a adesão à dieta mediterrânica. Um dos artigos mencionou que uma pontuação mais elevada no índice “Mediterranean Diet Score” revelava uma maior possibilidade de se reunir certos critérios para um envelhecimento saudável. No entanto, o índice “Mediterranean Diet Scale” obteve uma correlação mais fraca.

Noutro estudo, uma maior adesão à dieta mediterrânica foi associada a uma menor probabilidade de incapacidade da função física nos idosos, embora neste caso o uso do índice “Mediterranean Diet Adherence Screener” tivesse revelado resultados mais significativos do que o índice “Mediterranean Diet Score”.

Não se sabe os exactos mecanismos subjacentes a uma maior adesão à dieta mediterrânica e aos seus efeitos benéficos sobre o envelhecimento saudável. No entanto, um dos estudos demonstrou cinco adaptações importantes induzidas pela mesma: redução lipídica, protecção contra o stress oxidativo e inflamação, modificação de factores promotores de cancro, inibição de vias de detecção de nutrientes através da restrição de aminoácidos e produção de metabolitos mediados pelo microbioma intestinal.

 

Via: Estudo publicado na revista “The Journals of Gerontology: Series A”, artigo

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