Portal do Infarmed permite notificação rápida de reacções adversas a medicamentos

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Um novo portal da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) permite aos cidadãos e a profissionais de saúde notificar reacções adversas a medicamentos (RAM) em apenas cinco minutos, noticiou a agência Lusa.

O novo portal RAM, já em funcionamento (http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram), visa incentivar a notificação de reacções adversas e fortalecer a monitorização da segurança dos medicamentos.

“É muito mais fácil de preencher, bastando apenas cinco minutos para colocar a informação mínima necessária para avaliar a reacção adversa. Caso haja maior disponibilidade, o cidadão/profissional de saúde pode indicar mais dados, que facilitarão o tratamento e o processamento da informação”, referiu o Infarmed em comunicado.

Esta mudança surge em simultâneo com a nova base de dados europeia de suspeitas de reacções adversas (EudraVigilance).

Segundo o Infarmed, há quatro dados de preenchimento obrigatório: a substância activa/medicamento utilizado, a reacção adversa (efeito indesejado do medicamento) observada, um dado do doente, o concelho do notificador e alguns dados pessoais (protegidos) para facilitar o contacto caso seja necessário por parte do Infarmed.

Se a reacção for a uma vacina ou medicamento biológico, pede-se ainda ao cidadão (doente ou seu representante) ou ao profissional de saúde que indiquem o lote, aconselha a Autoridade Nacional do Medicamento.

“O cidadão só tem de aceder ao Portal RAM para notificar. Depois de preencher o formulário online, recebe de imediato a confirmação da submissão e um resumo dos dados que preencheu através de um email. Se não houver necessidade de esclarecimentos adicionais, o notificador só volta a ser contactado no final do processo para receber a avaliação da sua notificação”, explica ainda o Infarmed.

A mesma entidade observa que as vantagens existem também para o tratamento da informação, uma vez que é possível reduzir a duplicação da informação, aumentar a rastreabilidade, melhorar a pesquisa e aceder a um repositório nacional em qualquer unidade de farmacovigilância.

Numa campanha em curso de sensibilização dos cidadãos e dos profissionais de saúde para a RAM participam vários países europeus, assim como a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sua sigla em inglês).

 

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