Diabetes pode ser combatida com exercício físico de baixo custo

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Um estudo divulgado pela agência Lusa defende que é possível combater a diabetes com programas de exercício físico de “baixo custo, mas de elevada aplicabilidade”.

Conduzido pela Unidade de Investigação em Epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), o estudo contou com a participação de uma amostra de 60 indivíduos de meia-idade e idosos (entre os 55 e os 75 anos) com diabetes tipo 2 diagnosticada para participar no “Diabetes em Movimento”, um programa comunitário de exercício físico desenhado de acordo com as recomendações internacionais de actividade física para o controlo da diabetes tipo 2.

Este programa combina, na mesma sessão, exercício aeróbio, resistido, de agilidade/equilíbrio, e de flexibilidade. Todas as actividades são realizadas com materiais de baixo custo, como cadeiras de plástico, garrafas de água cheias com areia, pequenos halteres, bolas de mão e o peso do próprio corpo.

O programa foi realizado durante nove meses, com três sessões semanais de 75 minutos, supervisionadas por um técnico de exercício físico e um enfermeiro. Os participantes continuaram com os seus cuidados habituais, como a medicação, consultas e tratamentos médicos, alimentação e actividade física.

Os resultados foram comparados com um grupo de controlo (110 indivíduos), com as mesmas características e cuidados habituais, mas que apenas não participou no programa de exercício.

No final do estudo, verificou-se que o grupo que esteve envolvido no programa comunitário de exercício físico apresentou melhorias importantes no controlo da diabetes (hemoglobina glicada e glicose em jejum), no perfil lipídico (aumentou o bom colesterol e diminuiu o mau colesterol), na pressão arterial, no perfil antropométrico (perímetro da cintura e índice de massa corporal) e no risco de ter um problema nas artérias coronárias a 10 anos, em comparação com o grupo de controlo.

Os resultados desta investigação, salienta Romeu Mendes, “demonstram que intervenções de exercício físico de baixo custo, como actividades baseadas na marcha ou exercícios realizados com o peso do próprio corpo ou com pequenos pesos livres, são eficazes a induzir benefícios significativos na diabetes e nos principais factores de risco cardiovascular”.

O ISPUP acrescenta que a diabetes é considerada um dos maiores desafios do Sistema Nacional de Saúde e que em Portugal, mais de 13% da população (cerca de 1 milhão de portugueses) é afectada por esta doença crónica e os custos associados ao seu tratamento atingem 1% do PIB e 12% de toda a despesa em saúde.

 

Estudo da Unidade de Investigação em Epidemiologia do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto

 

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