A verdade é um fio que nos liga enquanto pessoas.
Quando se parte, nunca mais volta a colar.
Mas há verdades que não estamos preparados para ouvir.
Mesmo assim, continuam a ser verdades…
E talvez esse seja um dos maiores actos de amor que alguém nos pode dar: não nos dizer aquilo que queremos ouvir só para nos confortar, mas aquilo que precisamos de saber para podermos crescer.
Verdade é amor.
Amor é aceitar que há verdades que podem ser duras de aceitar à primeira. Mas que somos adultos e responsáveis para as aceitar e olhar de frente.
Porque uma mentira pode proteger-nos durante algum tempo.
Mas também nos rouba qualquer coisa muito maior: a possibilidade de escolher.
A mentira decide por nós.
A verdade permite-nos escolher.
Pode desorganizar-nos por dentro. Pode obrigar-nos a reconhecer aquilo que ainda não estávamos preparados para ver.
Mas a verdade não é o problema.
É o caminho.
Porque só podemos mudar quando vemos.
Só podemos crescer quando reconhecemos.
Só podemos ser livres quando aceitamos e deixamos de fugir.
A verdade pode tirar-nos uma ilusão.
Mas devolve-nos o poder.
De escolher.
De decidir.
De partir.
De ficar.
De recomeçar.
De sermos, finalmente, conscientes e donos da nossa própria história.
A verdade é liberdade.
É amor.
É colo.
É um porto seguro.
Mesmo quando, às vezes, parece uma facada nas costas.
Porque pancadinhas nas costas, a fingir que está tudo bem, nunca fizeram ninguém crescer.
A verdade é amor.
E é, no fim, o único caminho.
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