
Lâminas de notas de piano
Há dias que acordo com uma sensação estranha dentro de mim, como se algo estivesse a pedir-me para sair. Não sei como dar um nome a isto… é uma pressão profunda, um nó, talvez antigo, uma memória que nunca morreu.…
Escrevo porque há coisas que não cabem dentro da cabeça nem se engolem em silêncio.
Não escrevo para agradar nem para ser entendido por todos.
Escrevo para dizer o que muitos pensam e quase ninguém assume.
Isto não é confortável. E nunca foi para ser.

Há dias que acordo com uma sensação estranha dentro de mim, como se algo estivesse a pedir-me para sair. Não sei como dar um nome a isto… é uma pressão profunda, um nó, talvez antigo, uma memória que nunca morreu.…

O silêncio do corpo – Parte I: O vício e a ruptura “Há corpos que se encontram para se reconhecerem no caos, não para se amarem.Há amores que nascem do vício e morrem da memória.” — Não disseste nada quando…

Sentado no Metro de Lisboa, numa posição privilegiada, vejo o mundo encapsulado em bancos e telemóveis. Cada pessoa fechada na sua própria bolha, desligada da vida real, do sol, do vento, e ainda assim ligada aos outros por ecrãs que…

Já me disseram que eu era bipolar. (Risos, parabéns pelo diagnóstico) Sabem lá eles a loucura que vai aqui dentro. Cores que explodem no meu cérebro, gatos selvagens a correr. Não, não é para todos compreenderem. Todos somos loucos, Uns…

Dentro de mim existem cadáveres. Meus. São os meus próprios cadáveres. Versões de mim que morreram uma a uma. Morreu o miúdo que acreditava no abraço. Morreu o que pedia e ninguém ouvia. Morreu o que chorava (e engolia o…