A vacinação contra o HPV é segura em mulheres adultas?A ler em 2 min.

 

A vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) não foi associada a 44 doenças crónicas graves em mulheres adultas, demonstrou um estudo recente.

Desde que a vacina contra o HPV começou a ser introduzida em 2006 em muitos países espalhados pelo mundo inteiro, os programas de vacinação com a mesma têm sido essencialmente destinados a raparigas dos nove aos 12 anos de idade.

Os estudos sobre a segurança da vacina têm sido animadores. No entanto, têm-se baseado no grupo-alvo principal dos programas de vacinação contra o HPV: raparigas no início da adolescência.

No entanto, há também mulheres que vão ser abrangidas por alguns programas de vacinação contra o HPV ou que decidem tomar a vacina por iniciativa própria à sua conta.

Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Anders Hviid, do Instituto Statens Serum, Dinamarca, o estudo teve como objectivo apurar o risco de desenvolvimento de 45 doenças crónicas graves em mulheres adultas que tinham tomado a vacina contra o HPV.

Para o estudo de coorte, os investigadores contaram com dados dos registos clínicos nacionais dinamarqueses e suecos que incluíam um total de 3.126.790 mulheres dos 18 aos 44 anos de idade para estabelecer comparações entre os índices de incidência daquelas doenças crónicas entre as mulheres vacinadas e as não vacinadas contra o HPV.

As mulheres foram seguidas durante 16.386.459 pessoas-anos. Na sequência da vacinação contra o HPV, não foram registados índices significativos que pudessem associar a vacina a doenças crónicas em estudo, excepto para a doença celíaca.

No entanto, o aumento do risco daquela doença apenas foi observado na Dinamarca onde a doença é pouco diagnosticada na população adulta. Sendo assim, os resultados poderão ser devidos ao facto de a doença ser pré-existente e ainda não diagnosticada.

“Este é o estudo mais completo sobre a segurança da vacinação contra o em mulheres adultas até à data. Não é despropositado esperar diferentes preocupações com a segurança em mulheres adultas em comparação com raparigas jovens e o nosso estudo é um importante complemento aos estudos de segurança em raparigas jovens”, disse Anders Hviid.

 

Estudo publicado na revista “Journal of Internal Medicine”

 

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