Pigmentos que dão cor ao vinho usados em cosméticos para a peleA ler em 2 min.

 

Uma equipa de investigadores está a utilizar as propriedades bioactivas dos pigmentos que conferem a cor vermelha ao vinho do Porto e aos frutos vermelhos, denominados antocianinas, em cosméticos para a prevenção e cuidados da pele, anunciou a agência Lusa.

As antocianinas, que são consideradas bons antioxidantes, estão associadas à prevenção de doenças e ao combate ao envelhecimento precoce, disse à Lusa o investigador Nuno Mateus, do Laboratório Associado REQUIMTE, sediado no Departamento de Química e Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

Segundo o investigador, estas actuam na captação de radicais livres, em propriedades anti-microbianas e em actividades de cicatrização e quimio-preventivas. No entanto, a sua estabilidade é “muito afectada por factores como o pH, a luz e a temperatura”.

Devido a isso, para além das antocianinas nas suas formas nativas (com cor vermelha), os investigadores vão utilizar alguns dos seus derivados, que sejam mais estáveis, mas que mantenham a bioactividade e exibam cores atractivas (como o laranja e o azul), para incorporar os produtos de prevenção e cuidados de pele.

Para testar os compostos desenvolvidos, a equipa utiliza um sistema eléctrico não-invasivo que permite quantificar a adesão celular, a proliferação, a mobilidade e a resposta celular a um estímulo externo, denominado ECIS (“Electric Cell-substrate Impedance Sensing”).

Este método possibilita igualmente induzir danos (como por exemplo uma ferida num modelo de pele), registar o processo de cicatrização e monitorizar de forma contínua mono-camadas de células, que desempenham um papel essencial na regulação do livre movimento de moléculas entre os diferentes tecidos.

“Em várias doenças, assim como nos estados inflamatórios, estas barreiras ficam comprometidas, e desta forma, a monitorização da permeabilidade de células tratadas com compostos naturais é de elevado interesse”, disse o investigador.

Alguns dos próximos passos do projecto passam por estudos de protecção do envelhecimento celular da pele na presença dos derivados de antocianinas e os danos UV, o seu efeito no crescimento do microbiota da pele e a optimização das formulações finais e estudos da estabilidade à luz, temperatura e humidade.

Estudo do Laboratório Associado REQUIMTE

 

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